(Reportagem de Pedro Paixão  – coordenador pedagógico da Editora Futura – com colaboração da Equipe de Comunicação da Editora Futura)

No dia 09 de Julho, a Editora Futura realizou a 6ª Vivência Formativa com os professores e coordenadores da rede municipal de Jurema, em Pernambuco. Com o tema “Storytelling no ensino de língua inglesa: engajamento, criatividade e aprendizagem”, a formação reuniu 18 participantes e foi um convite à imaginação, à escuta sensível e à potência das histórias no processo educativo, conduzida pela Dra. Dalvaneide Araújo, do grupo de pesquisa Cuidar de Si (UFPE), parceira da Editora Futura.

A manhã começou com uma fala acolhedora da diretora de ensino do município, que agradeceu a parceria e ressaltou a importância de momentos formativos como esse para fortalecer as práticas pedagógicas em sala de aula. Na sequência, a formadora contou-lhes uma história sobre o município e lhes trouxe uma provocação: será que aquela história sobre um tesouro escondido em Jurema era mesmo real? Pouco importava! O que valeu foi o que veio depois: memórias de infância, lendas locais e personagens curiosos do cotidiano. Um verdadeiro mergulho na oralidade e na cultura local, que abriu caminho para uma reflexão potente: por que contar histórias? E que histórias contamos em sala de aula?

O grupo compartilhou experiências, inclusive algumas bem inusitadas e, entre risadas e lembranças, emergiram sentidos importantes: histórias prendem a atenção, despertam emoções, facilitam a memorização e criam contextos reais para o uso da língua inglesa. A formadora então trouxe uma definição essencial: storytelling é mais do que contar uma história: é contar com intenção. E, no ensino de inglês, essa intenção pode envolver desde a ampliação do vocabulário até o desenvolvimento das quatro habilidades da língua: ler, escrever, ouvir e falar.

Ao longo do encontro, discutiu-se ainda sobre a importância de resgatar a criatividade dos estudantes, muitas vezes silenciada ao longo das etapas da vida escolar. Falou-se sobre como é fundamental ensinar elementos que façam sentido para as crianças, respeitando suas fases, repertórios e realidades.

Um momento de introspecção também fez parte da formação: os participantes foram convidados a meditar brevemente e, em seguida, representar seus pensamentos em figuras feitas com massinha de modelar. O que parecia apenas uma atividade lúdica se transformou num espaço de escuta e partilha profunda; as histórias por trás das figuras emocionaram o grupo e deram origem a uma narrativa coletiva, cheia de simbolismos e significados.

A criatividade foi o eixo central de muitas conversas: discutiu-se seu papel no desenvolvimento dos estudantes, a importância de exercitá-la e até mesmo seu vínculo com a resolução de problemas. O espírito aventureiro, esse impulso de explorar e inventar, também foi destacado como parte fundamental do processo criativo.

Durante a tarde, os professores escolheram fotos, sendo algumas pessoais e outras trazidas pela formadora, e tiveram o desafio de construir uma única narrativa a partir das imagens. O resultado foi leve e divertido, recheado de imaginação e colaboração.

Foram exploradas ainda diferentes tipologias de histórias que funcionam bem em sala de aula: fábulas, mitos, folclores, relatos pessoais e histórias curtas. E, claro, houve um momento especial dedicado ao projeto Happy English, em que os participantes criaram narrativas a partir dos conteúdos trabalhados e de objetos como escovas de cabelo, relógios quebrados, pegadores de roupa e até um mixer! Tudo isso com os elementos clássicos da narrativa: personagem, espaço, conflito, ação e desfecho.

Como fechamento simbólico da formação, cada participante foi convidado a criar um símbolo coletivo para representar a turma, utilizando uma base de creme com óleos essenciais. A atividade foi mais que sensorial: foi uma maneira afetiva de sintetizar tudo o que foi vivido naquele dia: criatividade, partilha, escuta e intenção!