Conduzida pela formadora Dalvaneide Araújo, marcou o encerramento de um ciclo de muito aprendizado e partilha. O encontro teve como tema “Avaliação no ensino de inglês e produção de eventos educacionais”, e trouxe uma proposta voltada à reflexão sobre o papel do professor no processo avaliativo e na construção de experiências significativas em sala de aula.

O momento começou com uma acolhida afetiva: cada professor escreveu como estava chegando à formação, criando um espaço de escuta e presença genuína. Em seguida, a música “Eu não sei na verdade quem eu sou” inspirou uma reflexão sobre identidade e percepção. Ao compartilharem o que mais os tocou na canção, os participantes perceberam como cada olhar é atravessado por vivências únicas, o que abriu caminho para discutir o quanto a avaliação também carrega essa subjetividade.

A partir dessa reflexão, o grupo mergulhou em uma conversa sobre os critérios avaliativos e a importância de torná-los claros e acessíveis aos alunos. Discutiu-se que, embora os critérios sejam os mesmos para todos, as estratégias e os caminhos para alcançá-los podem ser diferentes, respeitando as particularidades de cada estudante. Essa ideia foi reforçada pela exibição de trechos do filme “Como Estrelas na Terra”, que retrata com sensibilidade o olhar atento de um professor diante das dificuldades de um aluno com dislexia.

Em outro momento, os professores revisitaram as gerações da aprendizagem, refletindo sobre como a forma de ensinar e aprender evoluiu e como a avaliação acompanha essas mudanças. O debate resultou em palavras que representaram o aprendizado coletivo do grupo. Uma síntese simbólica de todo o percurso formativo vivido até aqui.

A formação também destacou a importância da escrita como parte do processo de aprendizagem. Cada professor descreveu uma atividade significativa que já havia realizado e respondeu a um roteiro de reflexão que os levou a repensar propósitos, estratégias e resultados. Foi um exercício potente de autoavaliação e de valorização das próprias práticas.

Na parte da tarde, o foco voltou-se para a produção de eventos educacionais. A partir de um debate sobre o que torna um evento educativo significativo, os professores se dividiram em grupos e criaram propostas inspiradoras baseadas nas experiências do ano. As ideias apresentadas demonstraram criatividade, comprometimento e entusiasmo, revelando o quanto cada docente se apropriou dos aprendizados das formações anteriores.

Encerrando o encontro, os professores foram convidados a olhar para o caminho percorrido desde o início das formações. Entre trocas, desafios e conquistas, o sentimento que ficou foi de gratidão e pertencimento. A 4ª formação em Pedro Avelino foi um convite à reflexão e à ação, um momento de reconhecer o quanto se cresceu e o quanto ainda é possível transformar quando se avalia com sensibilidade e propósito.