O município de Passa e Fica recebeu mais uma etapa da formação do projeto, desta vez conduzida pela formadora Dayse Pessoa. O encontro teve como eixo central o uso das narrativas no ensino da língua inglesa, mostrando como as histórias podem ser ferramentas práticas de engajamento, conexão e construção de significado dentro da sala de aula.

Tudo começou com uma dinâmica simples e simbólica: a distribuição de uma caixa de torrone. A partir desse gesto, Dayse propôs uma reflexão sobre como, no dia a dia, consumimos ou recebemos coisas sem conhecer a história por trás delas. Esse gancho abriu espaço para um debate maior sobre o papel que as narrativas exercem na trajetória humana e na educação. Ao partilharem suas próprias experiências com o uso de histórias com os alunos, os professores resgataram como essa prática, que nasceu na oralidade e evoluiu para a literatura, acompanha a humanidade desde os seus primeiros passos.

Mais do que uma ferramenta de entretenimento, o grupo discutiu o impacto pedagógico de contar histórias. Elas aproximam os estudantes do uso real da linguagem, ajudam na memorização de novos conteúdos e geram identificação. Além disso, compreender a história do outro foi apontado como um exercício essencial de empatia para o ambiente escolar.

Para vivenciar essa proposta na prática, os professores participaram de uma atividade sensorial. Ao som de uma melodia, eles foram convidados a associar a música a cores, objetos ou memórias. Em duplas e trios, o grupo compartilhou essas percepções e usou massinha EVA para materializar visualmente o que sentiram. O momento de apresentação dessas produções revelou um espaço de escuta e confiança mútua, onde os docentes dividiram sonhos, lembranças e reflexões pessoais, provando o potencial das narrativas em aproximar as pessoas.

A formação também jogou luz sobre a importância da criatividade na rotina pedagógica. Os participantes debateram sobre os domínios do pensamento criativo e como o professor pode atuar como um agente transformador ao diversificar suas estratégias didáticas. Para instigar essa habilidade, os professores passaram por um teste de criatividade rápido, seguido de uma discussão coletiva sobre a variedade de respostas encontradas, reforçando que o estímulo ao pensamento inovador deve começar no próprio educador para depois chegar ao estudante.

Na reta final do encontro, o foco se voltou para a produção textual em língua inglesa focada nos anos finais do ensino fundamental. Divididos em grupos, os professores criaram estratégias práticas para motivar a escrita dos alunos utilizando livros literários como ponto de partida. As propostas construídas e compartilhadas ao final demonstraram criatividade, clareza pedagógica e forte conexão com a realidade das turmas do município.

O encontro em Passa e Fica reforçou que ensinar inglês vai além da gramática; trata-se de criar conexões reais e produzir sentidos duradouros através das histórias que compartilhamos.