A sétima formação do projeto no município de Goianinha, no Rio Grande do Norte, reuniu os professores de língua inglesa para um encontro enriquecedor sob a condução da formadora Isabel Borges. Centrado no tema “Diversidade e Inclusão no Ensino da Língua Inglesa”, a formação combinou metodologias multissensoriais, reflexões sobre pertencimento e a valorização das singularidades de cada estudante.

O dia começou com um resgate da territorialidade e da identidade local. A formadora apresentou imagens de pontos marcantes de Goianinha, estimulando os professores a compartilharem memórias sobre esses lugares e a indicarem outros espaços de grande relevância histórica e cultural no município. Em seguida, em torno de uma mesa coletiva, o grupo participou de uma oficina prática para a produção artesanal de tintas com pigmentos naturais. O momento de criação das tintas gerou forte conexão entre os educadores, que utilizaram as cores produzidas para ilustrar e registrar locais simbólicos da cidade.

A reflexão sobre a individualidade ganhou forma em uma dinâmica simples e profunda: cada professor recebeu uma tarjeta para registrar seu próprio nome. A instrução deixava claro que ninguém poderia escrever pelo colega, pois a grafia reflete a marca única de cada pessoa. O exercício serviu para fundamentar a premissa de que a inclusão não repousa de forma isolada sobre a figura do docente, mas emerge da teia de relações entre sujeitos, espaços, materiais, culturas e políticas públicas. O grupo debateu a diferença entre trabalhar com a diversidade e trabalhar na diversidade, reconhecendo que a sala de aula é um ecossistema naturalmente plural.

As pautas de respeito e empatia ganharam novos contornos práticos. Utilizando post-its, os docentes confeccionaram peças de vestuário em miniatura, abrindo uma discussão sobre o fato de que “uma mesma roupa não serve em todo mundo”. A metáfora evidenciou que tentar “dar um jeitinho” de improviso para adaptar uma aula não configura inclusão real; incluir exige planejamento estruturado para atender às necessidades reais do aluno. O grupo também produziu um mural com expressões em inglês e símbolos alusivos ao respeito e à valorização das identidades.

Na etapa final, a formadora distribuiu garrafas transparentes e uma grande diversidade de materiais pedagógicos. Cada educador teve a liberdade de compor o interior de sua garrafa de forma personalizada, misturando elementos variados antes de preenchê-la com água. A criação das garrafas sensoriais desencadeou um debate sobre as infinitas possibilidades de aplicação da dinâmica em sala de aula, seja para o desenvolvimento de vocabulário em inglês, autorregulação emocional ou mediação de conversas sobre a riqueza da diversidade humana. O encontro em Goianinha encerrou-se reafirmando que uma educação inclusiva prepara os alunos para o mundo ao cultivar a empatia e o pensamento crítico desde a escola.