ESPAÇO DE ESCUTA E PARTILHA JUNTO COM FERRAMENTAS PRÁTICAS MARCAM FORMAÇÃO EM OLIVENÇA
(Reportagem de Pedro Paixão – coordenador pedagógico da Editora Futura – com colaboração da Equipe de Comunicação da Editora Futura)
No dia 23 de julho, a Editora Futura realizou o 6ª encontro do Ciclo de Vivências Fomativas no município de Olivença, em Alagoas. Com o tema “Storytelling no ensino de língua inglesa: engajamento, criatividade e aprendizagem”, a formação reuniu 11 participantes, entre professores (as) e coordenadores (as) da rede municipal. A atividade foi conduzida pela professora doutora Dalvaneide Araújo, do grupo de pesquisa Cuidar de Si, da UFPE, parceira da Editora Futura.
A manhã começou com o tema principal da vivência: storytelling. Nesse momento, a formadora contou uma história sobre a cidade e perguntou para os participantes se os versos eram verdadeiros. A resposta exata pouco importava. O mais importante foi o que a narrativa despertou nos participantes. A conversa seguiu com lembranças da cidade, memórias do cotidiano e um sentimento compartilhado de que o povo de Olivença é marcado por força, coragem e muita perseverança.
Essas memórias abriram espaço para uma reflexão mais ampla sobre o papel das histórias na sala de aula. Os participantes compartilharam experiências com contos populares, lembraram de situações em que usaram histórias como forma de prender a atenção dos alunos e discutiram a importância de contar com propósito. Storytelling, como explicou a formadora, vai além de narrar acontecimentos: é dar sentido ao que se diz, é tocar quem escuta.
Durante o encontro, foi abordado o porquê de se utilizar storytelling no ensino da língua inglesa. As histórias ajudam a desenvolver as quatro habilidades do idioma, promovem a ampliação do vocabulário, estimulam a criatividade e criam conexões reais com a língua. Também fortalecem a confiança dos estudantes ao falar e favorecem uma aprendizagem mais sensível e envolvente.
Em um dos momentos mais significativos da formação, os participantes construíram símbolos pessoais e os apresentaram ao grupo, contando o que cada um representava. As histórias por trás desses símbolos foram intensas, emocionantes e reveladoras. Uma delas, em especial, trouxe uma mensagem forte: “tudo na vida é passageiro, mas cada experiência nos ensina algo valioso”.
Mais adiante, surgiu outro tópico importante sobre o uso da inteligência artificial na prática docente. Os participantes discutiram como a IA pode ser uma aliada no dia a dia do professor, especialmente na hora de conceber ideias, planejar atividades ou explorar novos caminhos pedagógicos. Também se destacou o papel fundamental do prompt, ou seja, o comando dado à IA, como elemento central para que essa ferramenta realmente contribua de forma eficaz com o trabalho docente.
Na parte final do encontro, os símbolos criados individualmente deram origem a uma história coletiva. Cada elemento foi integrado em uma narrativa construída pelo grupo, que revelou criatividade, afeto, fé e uma grande capacidade de colaboração. Os participantes ainda debateram sobre o papel da criatividade no processo de ensino-aprendizagem. Falaram sobre como ela pode ser cultivada por meio de projetos significativos, do brincar, da aprendizagem entre pares e da valorização das paixões de cada estudante.
O clima ao final do encontro era de gratidão e encantamento. A formação proporcionou um espaço de escuta e partilha, mas também entregou ferramentas práticas para enriquecer as aulas de inglês com sentido e intenção. Em Olivença, as histórias se entrelaçaram com as experiências de vida, reafirmando que, quando há espaço para a sensibilidade, a aprendizagem se torna mais humana, potente e transformadora.
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