EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL É TEMA DE FORMAÇÃO EM CAETÉ/MG
(Reportagem de Andreza Eulália, coordenadora pedagógica da Editora Futura, com apoio da equipe de comunicação)
A terceira formação em Caeté-MG trouxe à tona um tema essencial para a prática docente atual: a educação socioemocional. Mais do que um conceito, ela representa a capacidade de lidar com as próprias emoções e ajudar os estudantes a fazerem o mesmo, reconhecendo como o equilíbrio emocional é importante. E, para que isso aconteça, é fundamental que o próprio professor também seja cuidado, afinal, só conseguimos cuidar verdadeiramente do outro quando olhamos para nós mesmos.
O encontro começou com uma reflexão sobre como a educação vem se transformando ao longo do tempo, saindo de um modelo rígido, herdado do passado, para chegar ao cenário atual, em que muitas vezes faltam limites claros. Discutiu-se a importância de equilibrar os aprendizados acadêmicos com o desenvolvimento emocional, resgatando práticas e valores do passado que ainda têm muito a contribuir para a formação integral.
Os professores conheceram o livro Polinizar, explorando estratégias para trabalhar emoções em sala de aula, com dicas e atividades aplicáveis no dia a dia escolar. A partir daí, a manhã se transformou em um espaço de vivências. Cada participante recebeu uma carta com mensagens e reflexões, compartilhando ideias, sentimentos e histórias. Houve um momento de meditação guiada, convidando cada um a olhar para si, agradecer por quem é e desejar o próprio bem, reforçando que o autocuidado é parte essencial do trabalho educativo.
Em seguida, os docentes criaram mandalas da própria vida, representando momentos marcantes, como o instante em que perceberam sua existência no mundo, situações de alegria, orgulho e afeto. Essas produções foram trocadas entre colegas, gerando conexões emocionantes e fortalecendo vínculos. Outra proposta foi criar atividades para os alunos a partir de frases sorteadas. O resultado foi um verdadeiro espetáculo de criatividade, com ideias inspiradoras e inovadoras.
A tarde trouxe experiências sensoriais, como a degustação de chás, para mostrar como o olfato pode despertar memórias e emoções. Os professores compartilharam lembranças evocadas pelos aromas e discutiram como trabalhar o socioemocional a partir dos sentidos. Houve também um momento de partilha sobre objetos que remetiam à infância, com histórias que mostraram como as emoções vividas na primeira fase da vida moldam o ser humano e o profissional.
O encerramento ficou por conta da leitura de trechos da Pedagogia da Gratidão, que inspiraram reflexões profundas e reforçaram a importância de reconhecer e valorizar cada vivência. Mais do que uma formação para aprimorar práticas pedagógicas, o encontro foi um espaço de acolhimento e cuidado, lembrando que professores também precisam ser olhados, ouvidos e apoiados. Ao longo de todo o dia, o que se viu foi um clima de entrega, afeto e aprendizado mútuo.
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