No dia 07 de novembro, o município de Goianinha no Rio Grande do Norte, recebeu mais um encontro formativo conduzido pela formadora Jessiklécia Siqueira, com o tema “Avaliação no ensino da Língua Inglesa e produção de eventos educacionais”. A formação abriu espaço para reflexões profundas sobre como avaliamos, por que avaliamos e qual o impacto desse processo na vida dos estudantes.

O encontro começou com uma pergunta disparadora sobre o significado da avaliação, que levou o grupo a compartilhar percepções, experiências e inquietações. Os professores revisitaram práticas tradicionais, comparando-as com métodos mais humanizados e sensíveis que têm se fortalecido na educação atual. Entre reflexões e trocas, compreenderam que avaliar não é medir desempenho, mas compreender trajetórias, reconhecer potencialidades e considerar o estudante em sua totalidade.

Um ponto central da formação foi a compreensão de que um processo avaliativo justo não precisa ser igual para todos. Ele precisa ser coerente com as necessidades individuais, atento às singularidades e respeitoso com os diferentes ritmos de aprendizagem.

Durante o encontro, o grupo também revisitou as gerações da aprendizagem, refletindo sobre as mudanças ao longo do tempo e entendendo como essas transformações exigem, hoje, uma postura avaliativa mais empática, investigativa e orientada para o desenvolvimento integral dos estudantes.

A partir dessa base teórica, os professores foram convidados a transformar reflexão em prática. Cada docente selecionou uma atividade já realizada em sala e produziu um relato cuidadoso sobre ela, descrevendo como foi construída, quais caminhos percorreu, o que revelou sobre a turma e quais aprendizagens emergiram ao longo do processo. Esse exercício ajudou os professores a enxergar suas próprias práticas com mais profundidade, compreendendo nuances, identificando avanços, percebendo desafios e reconhecendo o valor pedagógico de cada etapa vivida com os alunos.

Em outro momento marcante do encontro, os participantes elaboraram o Mapa da Empatia, criando personas que representavam diferentes perfis de estudantes. Esse movimento permitiu ao grupo vivenciar a avaliação sob o olhar do aluno, entendendo sentimentos, dificuldades, motivações e contextos que influenciam diretamente na aprendizagem.

Ao final, os professores apresentaram as atividades que eles produziram em sala de aula e encantaram com propostas cheias de criatividade, sensibilidade e intencionalidade pedagógica. Cada trabalho refletiu não apenas conhecimento técnico, mas um compromisso afetivo com a aprendizagem e com a construção de um ensino mais justo e significativo.

O encerramento da formação convidou cada professor a traduzir em uma única palavra o significado desse ciclo formativo. As escolhas revelaram um caminho de crescimento, conexão e transformação. Evidências de que Goianinha segue avançando ao investir no desenvolvimento integral de seus educadores e na construção de uma prática pedagógica cada vez mais humana, sensível e profunda.