No dia 11 de novembro, Caeté–MG recebeu mais um encontro formativo conduzido pela formadora Dalvaneide Araujo, fortalecendo o compromisso do município com uma educação mais humana e sensível. A formação teve início com o Mapa das Emoções, momento em que cada professor registrou, em um post-it, como estava chegando e quais eram suas expectativas para aquele dia. Esse primeiro movimento de escuta e acolhimento abriu espaço para uma reflexão profunda sobre o lugar das emoções no processo de ensino e aprendizagem.

Em seguida, foi apresentada a música “Eu não sei na verdade quem eu sou”, despertando percepções diversas entre os participantes. Cada professor escreveu o que mais chamou sua atenção, e a variedade de respostas mostrou, de forma muito clara, como cada pessoa interpreta o mundo a partir de sua própria história. Essa diferença de percepções serviu de ponto de partida para um diálogo rico sobre métodos avaliativos, retomando a ideia de que, embora critérios bem definidos sejam fundamentais para orientar o trabalho pedagógico, a avaliação precisa respeitar as individualidades e a forma particular como cada estudante aprende.

O debate se aprofundou com a exibição de um trecho do filme “Como Estrelas na Terra”, que evidencia o impacto de avaliações padronizadas em alunos com necessidades específicas. A partir dessa reflexão, os professores foram convidados a sintetizar em uma palavra o que havia ficado desse momento,  palavras que revelaram sensibilidade, cuidado e consciência sobre a responsabilidade envolvida no ato de avaliar.

No momento seguinte, em grupos, os docentes retomaram atividades já realizadas com suas turmas e reconstruíram esse percurso por escrito, detalhando o propósito da ação, o planejamento, o uso de materiais, as etapas vividas, os resultados observados e o que poderia ser aprimorado. Esse exercício estimulou um olhar reflexivo e consciente sobre a prática pedagógica, permitindo que cada professor reconhecesse os impactos de suas escolhas metodológicas e avaliativas.

A conversa se ampliou para a importância da escrita no processo de aprendizagem, especialmente a escrita manual, ressaltando como ela contribui para organizar pensamentos, registrar informações de forma mais significativa e fortalecer a memória de longo prazo. Essa discussão reforçou a necessidade de promover práticas que valorizem a escrita como ferramenta de reflexão, expressão e construção de conhecimento.

O encontro encerrou-se com a reafirmação de um princípio essencial: embora os critérios avaliativos devam ser claros e iguais para todos, as estratégias usadas para que cada aluno alcance esses critérios precisam ser diversas, humanas e adaptadas às suas realidades. Caeté finalizou essa formação com um sentimento coletivo de crescimento, consciência e compromisso com uma educação mais justa, sensível e alinhada ao desenvolvimento integral de seus estudantes.